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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

It´s a Long, Long Way

O caminho foi longo e difícil, cheio de pedras de todos os tamanhos e tempestades em dias de sol. Aos poucos avançamos e agora estamos muito próximos daquela beira de rio onde a tranquilidade domina o ar fresco e limpo. Enfim, tirando essa conversa poética barata de lado, o fato é que falta mesmo muito pouco para a conclusão do projeto. Nosso filho irá nascer, depois de longos 18 meses. Em breve colocarei aqui um ultra-som com uma prévia do que será visto, bem do jeito que essas imagens são, numa qualidade duvidosa (internet é internet, cinema é cinema), mas que já poderá satisfazer os olhares dos curiosos e da família que aguarda esse filho há tanto tempo. Até lá, seguimos em frente, pois ainda há (acredite) muito o que fazer.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Contagem Regressiva

No ínicio deste blog falei que ainda faltava muito para chegarmos lá. Como na vida, nunca chegamos a lugar algum, mesmo depois da finalização do curta, continuaremos os trabalhos que serão menos criativos e mais comerciais, visando exibições, festivais e qualquer tipo de divulgação (boa ou ruim). Pois é, falta muito e ao mesmo tempo falta pouco para terminarmos a pós-produção. Pouco, pois o tempo e o prazo são curtos e relativamente já fizemos a maior parte do que deveríamos ter feito. Muito, pois estamos na etapa final, onde detalhes pequenos costumam roubar nosso (cada vez mais) precioso tempo. É hora de juntarmos todas as peças do jogo: backgrounds, rotoscopia, design de som, trilha, e por fim a edição afinada compondo todos esses outros elementos. Pergunto pro Walkir: vai dar tempo? Até agora a resposta tem sido positiva. Espero que ele esteja certo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Hélio, o Contador de Histórias

Após a conclusão do roteiro, pensei na possibilidade de chamar o Hélio (Leite) para fazer um dos personagens estranhos que Sarah encontra pelo caminho. Também pensei em não escrever os diálogos desta cena, apenas ensaiarmos algumas vezes, deixando os atores improvisarem, sem estarem amarrados a algumas linhas de roteiro. Até então, conhecia o Hélio somente por aquilo que vi na feirinha de domingo. No dia que mostrei o roteiro e o storyboard pra ele, foi engraçado, pois ele falou muito pouco, soltou apenas um "Vai ficar legal". Na primeira vez que ensaiamos, ele já estava bem mais falante, havia trazido seus "brinquedos" e emendava uma história na outra. Comentei que seria legal se ele contasse alguma história que tivesse água no meio, por ser um elemento semioticamente importante no filme. Em minutos ele nos contou duas histórias muito boas, ensaiamos a cena com a segunda e achei que tinha ficado ótimo. No fim, a (cruel) edição tratou de cortar a história por comprometer o ritmo e o tempo do filme (que com ela ficaria com mais de 20 minutos).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Hoje



26.000 ou 13.000. Não importa, de qualquer modo a conta é alta. A história está pronta, filmada e editada. Mas inventamos em conta-la através de desenhos que no fim, substituem a imagem captada e dão ao filme uma cara estranha, porém interessante. E é aí que os milhares de frames aparecem. Precisamos desenhar quadro-a-quadro tudo que filmamos anteriormente. É trabalho que não acaba mais.

Eis que temos outro problema: o tempo. Talvez este seja nosso maior vilão. Um vilão que é inexistente na história do filme em si, mas se faz presente nas frequentes batalhas vividas nas produções independentes. Além do tempo, temos ainda: orçamento apertado, dificuldades técnicas e pouca experiência. Essa poderia ser uma história sobre uma criança pobre e especial que tenta vencer na vida, mesmo com pouquíssimas chances. Um Forest Gump. E já que o exemplo veio, é dele que precisamos tirar uma fonte de inspiração: temos que correr.