Após a conclusão do roteiro, pensei na possibilidade de chamar o Hélio (Leite) para fazer um dos personagens estranhos que Sarah encontra pelo caminho. Também pensei em não escrever os diálogos desta cena, apenas ensaiarmos algumas vezes, deixando os atores improvisarem, sem estarem amarrados a algumas linhas de roteiro. Até então, conhecia o Hélio somente por aquilo que vi na feirinha de domingo. No dia que mostrei o roteiro e o storyboard pra ele, foi engraçado, pois ele falou muito pouco, soltou apenas um "Vai ficar legal". Na primeira vez que ensaiamos, ele já estava bem mais falante, havia trazido seus "brinquedos" e emendava uma história na outra. Comentei que seria legal se ele contasse alguma história que tivesse água no meio, por ser um elemento semioticamente importante no filme. Em minutos ele nos contou duas histórias muito boas, ensaiamos a cena com a segunda e achei que tinha ficado ótimo. No fim, a (cruel) edição tratou de cortar a história por comprometer o ritmo e o tempo do filme (que com ela ficaria com mais de 20 minutos).
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Hélio, o Contador de Histórias
Após a conclusão do roteiro, pensei na possibilidade de chamar o Hélio (Leite) para fazer um dos personagens estranhos que Sarah encontra pelo caminho. Também pensei em não escrever os diálogos desta cena, apenas ensaiarmos algumas vezes, deixando os atores improvisarem, sem estarem amarrados a algumas linhas de roteiro. Até então, conhecia o Hélio somente por aquilo que vi na feirinha de domingo. No dia que mostrei o roteiro e o storyboard pra ele, foi engraçado, pois ele falou muito pouco, soltou apenas um "Vai ficar legal". Na primeira vez que ensaiamos, ele já estava bem mais falante, havia trazido seus "brinquedos" e emendava uma história na outra. Comentei que seria legal se ele contasse alguma história que tivesse água no meio, por ser um elemento semioticamente importante no filme. Em minutos ele nos contou duas histórias muito boas, ensaiamos a cena com a segunda e achei que tinha ficado ótimo. No fim, a (cruel) edição tratou de cortar a história por comprometer o ritmo e o tempo do filme (que com ela ficaria com mais de 20 minutos).
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Da Cabeça para o Papel
Antes dos problemas existirem (vide o post 1), algumas etapas vieram e graças a elas hoje temos todos esses problemas. Não que estes só existam devido as etapas anteriores, pelo contrário, esses problemas poderiam ser muito maiores caso não tivessemos feito direito as lições de casa. A primeira surge meio que expontaneamente como qualquer outro pensamento que insiste em visita-lo frequentemente. Antes do roteiro, você tem apenas uma idéia. Só. Ela pode ser estúpida ou inocente, mas mesmo nesses casos, há a possibilidade de algum tipo de aproveitamento. Pode se dizer que foi mais ou menos com uma dessas idéias que decidi escrever o roteiro. Pensei numa menina que perderia tudo no começo do filme para em seguida, embarcar numa espécie de viagem auto-consciente em busca de respostas para os acontecimentos a sua volta. Rotoscopia. Pensei também em fazer isso através dessa técnica, já que assim, estaria mais livre para criar situações pouco prováveis de serem concebidas nos meios "independentes" de se fazer cinema no Brasil.
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